domingo, 17 de abril de 2011

[domingo, 14 de novembro de 2010]




Por pensar que era imortal, foi lá e fez.
Antes da decisão, seu estômago se enchia sempre de borboletas. Não sabia definir se era bom ou ruim, apenas que era novidade e que precisava ser feito. Já pensava no futuro, embora achava que sempre tinha alguma coisa impossível de se realizar. Mesmo assim queria.
Ela ainda não sabe se é real ou fantasia, como se a ficha ainda não tivesse caído.
Ela sempre vive no país das maravilhas.
As decisões nem sempre pensadas, os amores nem sempre recíprocos, as desilusões com o mundo...
Quando se deparou pela primeira vez com aquela situação, achou que estava sonhando. E por acreditar fielmente nisso, resolveu não acreditar em mais nada.
E nem em nela mesmo.
Por achar que estava sempre vivendo no mundo de Alice, resolveu pular do décimo primeiro andar.
Pulou.
Voou.

Se deu conta que não era imortal.

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